<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:rssdatehelper="urn:rssdatehelper"><channel><title>blog for tag Simbolísmo</title><link>http://grupotreinar.com.br</link><pubDate></pubDate><generator>grupotreinar</generator><description>Blog do GrupoTreinar</description><language>en</language><item><title>Keep Running</title><link>http://grupotreinar.com.br/blog/2018/12/31/keep-running.aspx</link><pubDate>Mon, 31 Dec 2018 06:24:49 GMT</pubDate><guid>http://grupotreinar.com.br/blog/2018/12/31/keep-running.aspx</guid><description><![CDATA[ 
<p style="text-align: center;"><img src="/media/815627/_journey_to_mars.jpg" alt="JourneyMars"/></p>

<p><strong>"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás e
só pode ser vivida olhando-se para
frente."&nbsp;&nbsp;</strong></p>

<p><strong>S. A. Kierkegaard</strong></p>

<p>Existe uma estória<strong>*</strong> que sempre é repetida por
aqueles que gostam de pensamentos baseados no budismo, onde dizem
que antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo, assim como a
maioria de nós quando tem que &nbsp;tomar uma decisão que é
inevitável, ou quando tem que aceitar que a vida por fim acaba
passando e tudo é transitório.</p>

<p>O rio "olha" para trás, para toda a jornada que percorreu, para
os cumes, as montanhas, para o longo caminho sinuoso que trilhou
através de florestas e povoados, e vê à sua frente um oceano tão
vasto, que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. &nbsp;Ninguém pode
voltar. Voltar é impossível na existência.</p>

<p>E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece,
porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no
oceano, mas de tornar-se oceano.</p>

<p>Todavia, gradativamente a água do oceano vai se evaporando pela
atmosfera até se tornar uma nuvem e então o vento vai levando esta
nuvem carregada até que por fim começa a chover. A chuva derrama
toda a água sobre a mesma montanha onde nasceu o rio/oceano e agora
novamente realimenta seu nascedouro.</p>

<p>Nós, tentado imitar a natureza, criamos os nossos ciclos
imaginários e os padronizamos com algum tipo de numeração tendo por
base mitos que por nós também foram eleitos, dando um significância
e relevância para a nossa existência relativa e passageira. Talvez
uma tentativa desesperada de não reconhecer a impermanência.</p>

<p>Mas o que realmente nos ensina esta estória do rio?</p>

<p>Você provavelmente irá tirar muitas conclusões, mas para mim o
preponderante é que precisamos sempre estar nascendo de novo e
somente percebemos isso quando realmente nos esquecemos do passado
e passamos a ser uma "nova" pessoa.</p>

<p>Quando vejo pessoas desejando um ano novo sem as mágoas, ódios e
ressentimentos do passado logo vem à minha mente que realmente vão
continuar carregando estes fardos, pois se realmente tivessem
nascido de novo não teriam a memória do passado e simplesmente não
mais teriam este desejo, não?</p>

<p>Bem, você poderá argumentar que perder a memória é uma doença
terrível e, portanto, não se pode prescindir dela ou alterá-la pois
passado é sagrado, sacramentado, justamente porque é imutável.</p>

<p>Se perdermos a nossa memória iremos perder a nossa identidade e
então não seremos ninguém.</p>

<p>Retruco - ser ninguém<strong><strong>**&nbsp;</strong></strong>
tem muito mais a nos ensinar do que podemos imaginar à primeira
vista.</p>

<p>Logo, já que estamos por aqui, o melhor é aceitar a sugestão do
Kierkegaard e ver o "ano novo" como um "olhar para a frente" e
perguntar para os nossos corações para onde ele deseja nos levar,
em seguida perguntar para a Razão e questionar se vale a pena.</p>

<p>Na dúvida, o que sempre é muito salutar e natural, lembre-se o
que disse o Fernando Pessoa:</p>

<p>&nbsp; "Tudo vale a pena quando a Alma não é pequena</p>

<p>&nbsp;&nbsp; Navegar é preciso</p>

<p>&nbsp;&nbsp; Viver não é preciso"</p>

<p><strong>"Onde há vontade (desejo) há um caminho" - &gt;&nbsp;
"Where this a will - Where this a way"</strong></p>

<p><strong>Mãe do Leonard Mlodinow -&gt;&nbsp;</strong></p>

<p><strong>Fonte:&nbsp;</strong> Leonard Mlodinow no Conversa com
Bial (TV Globo) - 27/9/2018-&gt;<a
href="http://bit.ly/2BTZvSi">http://bit.ly/2BTZvSi</a></p>

<p>&nbsp;</p>

<p><strong>* Fonte: Osho
-&gt;&nbsp;https://www.pensador.com/frase/NTE2MDM1/</strong></p>

<p><strong><strong>** Fonte:&nbsp;</strong>
http://ibisliteraturaearte.com/revista/edicao_2/emily-dickinson/<br />
</strong></p>

<p><strong>&nbsp;</strong></p>
]]></description></item><item><title>A FILOSOFIA DO MESTRE YODA EM 8 FRASES</title><link>http://grupotreinar.com.br/blog/2016/4/8/a-filosofia-do-mestre-yoda-em-8-frases.aspx</link><pubDate>Fri, 08 Apr 2016 15:30:01 GMT</pubDate><guid>http://grupotreinar.com.br/blog/2016/4/8/a-filosofia-do-mestre-yoda-em-8-frases.aspx</guid><description><![CDATA[ 
<p><img src="/media/599830/yoda.jpg" alt="YODA" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"/></p>

<p>&nbsp;</p>

<p><strong>O que as ideias do Mestre Yoda têm a nos ensinar?
"Muito", diriam os filósofos. É partindo dessa premissa que o
artigo destaca 8 frases ditas por um dos personagens mais queridos
do universo Star Wars e as analisa sob uma visão filosófica,
comparando-as com os pensamentos de grandes filósofos, como Séneca,
Sun Tzu, Platão e Nietzsche. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</strong></p>

<p>&nbsp;</p>

<p>Talvez ele seja um dos ícones mais famosos da cultura pop.
Personagem carismático desde a década de 1980,&nbsp;<strong>Mestre
Yoda</strong>&nbsp;(criado por <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Lucas">George Lucas</a>)
apareceu em todos os filmes da franquia&nbsp;<strong>Star
Wars</strong>, com exceção do primeiro filme da trilogia clássica,
lançado 1977. Sua primeira aparição nas telonas foi no filmeStar
Wars: O Império Contra-Ataca, de 1980.</p>

<p>Este pequeno Mestre Jedi, de apenas 75 centímetros de altura,
liderou o Conselho Jedi durante anos. O nome de sua raça nunca foi
relevado na trama de Star Wars. Mestre Yoda foi um dos membros mais
importantes do alto Conselho Jedi, vindo a falecer aos 900 anos de
idade.</p>

<p>Além de ser um exímio lutador, que combinava apurada habilidade
de combate com o uso do sabre de luz (arma da Ordem dos Jedi e dos
guerreiros Sith) com técnicas acrobáticas de luta, foi também um
grande pensador no universo criado por George Lucas, criador de
toda a saga Star Wars.</p>

<p>A seguir apresentaremos algumas falas do personagem que refletem
sua filosofia de vida. São pensamentos interessantes que, com toda
certeza, lhe farão refletir sobre sua vida, seus relacionamentos e
sobre a sociedade em que vive.</p>

<p><strong>(1) "May the Force be with you" (Que a Força esteja com
você)</strong></p>

<p>Frase emblemática que marcou o universo Star Wars. Essa "força"
pode ser entendida muito mais como persistência e firmeza de
caráter do que uma força física. Podemos constatar na própria trama
da saga que a força de vontade foi aliada dos guerreiros Jedi em
diversas situações de perigo.</p>

<p>Este ensinamento ultrapassa o contexto dos guerreiros Jedi. Essa
força pode ser encontrada dentro de cada um de nós à medida que
conhecemos a nós mesmos. O aforismo grego "conhece-te a ti mesmo"
(atribuído por <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o">Platão</a> a <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates">Sócrates</a>)
pode ser invocado neste pensamento como uma ideia de motivar o
interlocutor a realizar uma busca pessoal e interior.</p>

<p>De fato, quando conhecemos a nós mesmos, nossos limites e
potencialidades, somos capazes de feitos extraordinários. No
livro&nbsp;A Arte da Guerra, um verdadeiro tratado de estratégia
militar escrito durante o século IV a.C. por <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Sun_Tzu">Sun Tzu</a>,
encontramos a seguinte lição:</p>

<p>"Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas
sem perigo de derrota. Para aquele que não conhece o inimigo, mas
conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota
serão iguais. Aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si
próprio, será derrotado em todas as batalhas".</p>

<p><strong>(2) "Always pass on what you have learned" (Sempre
passar o que você aprendeu)</strong></p>

<p>A ideia de formar discípulos e compartilhar o conhecimento foi
muito difundida por filósofos como Platão e <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles">Aristóteles</a>,
que criaram escolas com o intuito de propagar seus
ensinamentos.</p>

<p>A&nbsp;<a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Academia_de_Plat%C3%A3o">Academia
Platônica&nbsp;</a> foi fundada por volta de 384 em Estagira, no
subúrbio de Atenas, tendo se originado, provavelmente, quando
Platão herdou a propriedade aos trinta anos de idade. Já a escola
de Aristóteles, a Escola Peripatética, fundada em 336 a.C no Liceu
em Atenas, também na Grécia Antiga, foi um círculo filosófico que
seguia os ensinamentos de seu fundador.</p>

<p>Peripatético&nbsp;significa itinerante (ou ambulante) e
os&nbsp;peripatéticos&nbsp;(aqueles que passeiam) eram os
discípulos de Aristóteles que caminhavam durante os ensinamentos de
seu mestre, que tinha o hábito de ensinar ao ar livre. O filósofo
passeava enquanto lia sob os portais do Liceu, conhecido
como&nbsp;perípatoi.</p>

<p>Essa preocupação em propagar o saber foi o responsável por
conhecermos os pensamentos dos filósofos do passado e representou
um marco divisório da cultura humana, pois desde as pinturas
rupestres da pré-História até as modernas formas de processamento
de dados, percebe-se a ideia de disseminar o conhecimento adquirido
por meio de experiências ou de novas maneiras de pensar e enxergar
o mundo ao nosso redor.</p>

<p><strong>(3) "In a dark place we find ourselves and a little more
knowledge lights our way" (Em um lugar escuro nos encontramos e um
pouco mais de conhecimento ilumina nosso caminho)</strong></p>

<p>Mesmo "vivendo" em um universo distante do nosso, fica evidente
a influência da filosofia platônica nos ensinamentos do Mestre
Yoda. <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Alegoria_da_Caverna">O&nbsp;Mito
da Caverna</a>, de Platão, é uma das passagens mais famosas da
história da Filosofia. Faz parte do <a
href="http://www.recantodasletras.com.br/trabalhosacademicos/815200">
Livro VI de&nbsp;A República</a>. Nesta obra, o filósofo discute
temas como teoria do conhecimento, linguagem e educação na
constituição do Estado ideal.</p>

<p>Com uma narrativa alegórica e, ao mesmo tempo, dramática, Platão
conta-nos a história de prisioneiros que, desde o nascimento,
encontram-se acorrentados no interior de uma caverna. A caverna
possui uma pequena entrada, por onde passa pouca luz, vinda de uma
fogueira. Esses prisioneiros olham somente para uma parede
iluminada por essa fogueira. Do outro lado da caverna se encontram
pessoas que manipulam estatuetas de homens, plantas e animais.</p>

<p>Como os prisioneiros não tem a mesma percepção de quem está do
outro lado da caverna, imaginam que as sombras projetadas na parede
são, de fato, as coisas em si. Assim, as sombras dos animais, para
os prisioneiros, são os animais. Com o tempo, os prisioneiros
passam a dar nomes a essa projeções pensando se tratar da
realidade.</p>

<p>O texto do&nbsp;Mito da Caverna&nbsp;é um diálogo entre Sócrates
e Glauco:</p>

<p>"Agora imagine a nossa natureza, segundo o grau de educação que
ela recebeu ou não, de acordo com o quadro que vou fazer. Imagine,
pois, homens que vivem em uma morada subterrânea em forma de
caverna. A entrada se abre para a luz em toda a largura da fachada.
Os homens estão no interior desde a infância, acorrentados pelas
pernas e pelo pescoço, de modo que não podem mudar de lugar nem
voltar a cabeça para ver algo que não esteja diante deles. A luz
lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto.
Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que
esse caminho é cortado por um pequeno muro, semelhante ao tapume
que os exibidores de marionetes dispõem entre eles e o público,
acima do qual manobram as marionetes e apresentam o
espetáculo".</p>

<p>No decorrer da narrativa, um dos prisioneiros consegue se
libertar das correntes e contempla o mundo exterior, mas ao voltar
ao interior da caverna e relatar suas experiências e seu novo modo
de perceber as coisas é contrariado por seus companheiros, que,
provavelmente, o mataram por ir de encontro às ideias já
estabelecidas pelos habitantes da caverna.</p>

<p>Como conclusão, o personagem Sócrates diz:</p>

<p>"E agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar exatamente essa
alegoria ao que dissemos anteriormente. Devemos assimilar o mundo
que apreendemos pela vista à estada na prisão, a luz do fogo que
ilumina a caverna à ação do sol. Quanto à subida e à contemplação
do que há no alto, considera que se trata da ascensão da alma até o
lugar inteligível, e não te enganarás sobre minha esperança, já que
desejas conhecê-la".</p>

<p><strong>(4) "Powerful you have become, the dark side I sense in
you" (Poderoso você se tornou, o lado escuro sinto em
você)</strong></p>

<p>Para o mestre Yoda, o poder nos leva para "o lado escuro", nos
corrompendo. Mas esta não é uma ideia nova. Para o historiador
inglês <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Dalberg-Acton,_1.%C2%BA_Bar%C3%A3o_Acton">
John Emerich Edward Dalberg-Acton</a> (1834-1902), primeiro barão
Acton de Aldenham, ativo militante da causa da liberdade, "o poder
tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente, de
modo que os grandes homens são quase sempre homens maus".</p>

<p>A frase atribuída a <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Abraham_Lincoln">Abraham
Lincoln</a>, "se quiser pôr a prova o caráter de um homem, dê-lhe
poder", também se aplica neste contexto. Parece que os ideais de
liberdade e igualdade só são atingidos por meio de lutas e
revoluções. Quando a totalidade do poder se concentra na mão de
apenas um governante soberano, todo o povo padece.</p>

<p>Já segundo <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ulysses_Guimar%C3%A3es">Ulysses
Guimarães</a> (1916 - 1992), "o poder não corrompe o homem; é o
homem que corrompe o poder. O homem é o grande poluidor, da
natureza, do próprio homem, do poder. Se o poder fosse corruptor,
seria maldito e proscrito, o que acarretaria a anarquia".</p>

<p>O que se nota é que, no decorrer da história da humanidade, o
pensamento ético é inclinado de acordo com a vontade do governante
ou do grupo de pessoas que governam. Nesse sentido, a ética é
variável de acordo com o poder vigente na sociedade.</p>

<p><strong>(5) "Many of the truths that we cling to depend on our
point of view" (Muitas das verdades que temos dependem de nosso
ponto de vista)</strong></p>

<p>Para o filósofo <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Immanuel_Kant">Immanuel
Kant</a> (1724 - 1804), a realidade não é aquilo que realmente é,
mas ela é como nós a enxergamos, como se usássemos lentes que
alteram a realidade de acordo com nossas percepções.</p>

<p>No entanto, como conceito relativista, a verdade é sempre a
verdade sob um ponto de vista. Segundo o pensamento do Mestre Yoda,
nossas verdades dependem de como nós a vemos.</p>

<p>O problema dessa concepção relativista, que encara a realidade
como algo não absoluto, é que (em uma visão extremista desta
premissa) nunca saberemos qual é, de fato, a verdadeira realidade.
Nesse sentido a realidade está vulnerável à interpretação de cada
indivíduo.</p>

<p><strong>(6) "Fear is the path to the dark side. Fear leads to
anger, anger leads to hate, hate leads to suffering" (O medo é o
caminho para o lado negro. O medo leva a raiva, a raiva leva ao
ódio, o ódio leva ao sofrimento)</strong></p>

<p>Para o filósofo <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9neca">Séneca</a> (4 a.C.
- 65), "uma ira desmedida acaba em loucura; por isso, evita a ira,
para conservares não apenas o domínio de ti mesmo, mas também a tua
própria saúde".</p>

<p>A filosofia de Séneca nos ensina a ter moderação e aceitar que
não temos o controle de tudo que acontece e que aceitar este fato e
tentar mudar as coisas que podemos mudar é essencial para termos
tranquilidade. Quanto mais cedo entendermos isso, mais cedo
alcançaremos a ataraxia (tranquilidade da alma), segundo
Séneca.</p>

<p>Ainda segundo o filósofo "a maldade bebe a maior parte do veneno
que produz".</p>

<p><strong>(7) "Size matters not. Look at me.Judge me by my size,
do you?"(Tamanho importa não. Olhe para mim. Você julga a mim pelo
tamanho?)&nbsp;</strong></p>

<p>Novamente vemos aqui a influência do&nbsp;Mito da Caverna, de
Platão, pois quando julgamos pela aparência, julgamos mal por não
levarmos em consideração a realidade das coisas.</p>

<p>Para <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche">Nietzsche</a>
(1844 - 1900), a realidade é a aparência e a essência é uma
mentira, espécie de ilusão criada pelos homens, uma vez que é
difícil encarar a constante multiplicidade e efemeridade do que é
real.</p>

<p>Ainda que a fragilidade e a constante mudança da realidade nos
atinja, o ensinamento do Mestre Yoda nos diz que devemos lançar mão
de acreditar no que nossos olhos enxergam e procurarmos enxergar a
essência das pessoas.</p>

<p><strong>(8) "Wars not make one great"(Guerras não faz grande
ninguém)</strong></p>

<p>Na obra&nbsp;<a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Arte_da_Guerra">A Arte da
Guerra</a>, Sun Tzu declara que "o verdadeiro objetivo da guerra é
a paz". Ainda segundo o estrategista militar, "os guerreiros
vitoriosos vencem antes de ir à guerra, ao passo que os derrotados
vão à guerra e só então procuram a vitória". Nesse sentido, o
embate físico deve ser a última fase de uma guerra e não o
primeiro.</p>

<p>Assim, através dessas oito frases concluímos singelamente nossa
análise do pensamento filosófico do Mestra Yoda, um dos personagens
mais queridos do universo&nbsp;Star Wars. Escolhemos apenas oito
frases para deixar o texto mais objetivo, porém, obviamente,
diversos outros pensamentos possuem igual utilidade e podem ser
adicionados a estes que relacionamos.</p>

<p>Para os fãs da série, essa foi nossa modesta homenagem a este
incrível personagem de George Lucas. Para aqueles que não conhecem
a série, esta é uma boa oportunidade para pesquisar sobre o
assunto.</p>

<p>Esperamos ter aguçado sua curiosidade sobre o tema e…</p>

<p>&nbsp;</p>

<p><strong>Que a força esteja com vocês!</strong></p>

<p>&nbsp;</p>

<p>Veja também "</p>

<h2><a href="http://bit.ly/1UJgdYU">Quando é hora de
mudar</a>-&gt;<a
href="http://bit.ly/1UJgdYU">http://bit.ly/1UJgdYU</a></h2>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

<p>Fonte:&nbsp;<a
href="http://ec.tynt.com/b/rw?id=d808DA9wqr3O4RadbiUzgI&amp;u=obvious"
 target="_blank">@obvious on Twitter</a>&nbsp;|&nbsp;<a
href="http://ec.tynt.com/b/rf?id=d808DA9wqr3O4RadbiUzgI&amp;u=obviousmagazine"
 target="_blank">obviousmagazine on Facebook</a></p>

<h2>Autor: <a href="http://obviousmag.org/renato_collyer/">RENATO
COLLYER</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</h2>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
]]></description></item><item><title>Ubaldo e a Hipótese</title><link>http://grupotreinar.com.br/blog/2015/11/12/ubaldo-e-a-hipótese.aspx</link><pubDate>Thu, 12 Nov 2015 11:37:33 GMT</pubDate><guid>http://grupotreinar.com.br/blog/2015/11/12/ubaldo-e-a-hipótese.aspx</guid><description><![CDATA[ 
<p><img src="/media/577130/colunasdehercules.jpg" alt="Colunas de Hercules" style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;"/></p>

<p>&nbsp;</p>

<p>O Ubaldo, que via longe, me perguntou:</p>

<p>- Estou tão cansado de tanta cegueira, quero deixar de ser
hipótese! Ouvi dizer que quem sabe faz a hora, não espera
acontecer. Será verdade?</p>

<p>Retruquei:</p>

<p>- Fazer é agir. Agora - é ação sem tempo e lugar, sem
pensamento, sem julgamento - eis ai a Magia! Todo ato ou é sagrado
ou é "maladicionado", mas nunca passa despercebido pela natureza,
qualquer que seja a sua dimensão. Se você pensa, você está
"causando" para você, se você esta agindo você esta causando para o
Mundo tendo você como protagonista, mas em ambos os casos você está
intimamente ligado aos efeitos, embora frequentemente culpe os
outros pelos insucessos e levante templos ao seu Ego pelos
sucessos.</p>

<p>O Ubaldo, que via longe, me questionou:</p>

<p>- Mas isto também não deixa de ser hipótese! Como posso saber se
é verdade?</p>

<p>Retruquei:</p>

<p>- Mas se você não agir como poderá sentir dor, como pode
materializar o Amor?! Como posso saber se é verdade senão por
sentir a realidade dos sentimentos?</p>

<p>Veja que não é o Arco que lança a Flecha, mas o contrário, a
Flecha é que se liberta do Arco para atingir o seu Amor, que é o
seu destino final. A natureza é de certo modo um orgasmo e todos
nós vivemos estas Divinas Comédias cotidianas. Nós é que as
transformamos em tragédias, que não são atributos divinos e talvez
por isso as Putas descritas pelo <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gabriel_Garc%C3%ADa_M%C3%A1rquez">
Gabriel</a> nos deixaram suas <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria_de_Minhas_Putas_Tristes">
memorias tristes</a>. Não há graça na Poesia que não tem um <a
href="https://www.youtube.com/watch?v=B4IowPOZzA4&amp;list=PL5B9F44EFDB970E62&amp;index=6">
Canto</a> ou uma <a
href="https://www.youtube.com/watch?v=4oCvh-x0qUo">Ode</a>, nela
inserida. Uma poesia sempre tem um ato heroico, seja de maneira
subliminar ou não. Senão pode ser um tratado, uma metodologia.</p>

<p>O Ubaldo, que via longe, me questionou:</p>

<p>- Mas o que você me diz do <a
href="https://www.youtube.com/watch?v=ypEaGQb6dJk">Cubo</a>. Por
acaso não é humano? Não existe esta forma perfeita na Natureza.
Será então a pedra cubica uma obra não humana?</p>

<p>Diante de tão deslumbrante afirmação parei e comecei a refletir
sobre a forma perfeita, afinal o que nos deu este conceito estético
da perfeição, pois tal qual a Beleza, são assim sob o ponto de
vista subjetivo, portanto humano. Por mais que reflito não me livro
da praga Antropomórfica. Como Midas, tudo que toco se transforma.
Talvez porque o pensamento para tudo dê forma.</p>

<p>É isso!</p>

<p>Comecei preparar a resposta. Assim, para criar um ambiente ou
uma ideia que poderia concretizar tudo, imaginei criar uma figura
de linguagem, todavia pensei:</p>

<p>Será que para o Ubaldo tudo não é um <a
href="http://www.infoescola.com/linguistica/anacoluto/">anacoluto</a>
intransponível?</p>

<p>Decidi apelar para uma criatura humana e ao mesmo tempo divina,
afinal existem tantas na mitologia. Posso quase afirmar que para o
Ubaldo, em seu mundo nunca poderia existir <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ox%C3%B3ssi">Oxóssi</a>.&nbsp;
&nbsp;Arrisco até dizer que para Ubaldo não existia o verdadeiro
Mar, pois seu simbolismo é o Infinito. Pensei em falar com todas as
letras para o Ubaldo que Oxóssi sempre será eterno, pois vive o
Presente e de certo modo é como se fosse filho do Mar com a
Terra.</p>

<p>Mas isto não é resposta diante do Cubo. O Cubo é uma forma, se
humana ou não já não vem mais ao caso.&nbsp; Que adianta perguntar
sobre a origem da Forma e a sua contrapartida - a Força. Será
porventura que <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Boaz_e_Jaquim">Jaquim e
Boaz</a> lhe são conhecidas?</p>

<p>Pela sua ótica - dizendo que o Cubo é perfeito porque tem todos
os lados iguais e retos - como poderei criar Esferas? A partir dos
Cubos criamos outros cubos ou qualquer outra forma quadrada e assim
passamos a viver nos cubículos de nossas fantasias, fingindo que
sabemos o que é Liberdade.</p>

<p>Será que valeria a pena pedir para o Ubaldo imaginar que o Cubo
tem 6 lados e se ele estiver dentro de um poderá aferir que existe
mais <a
href="http://centrozendailha.blogspot.com.br/2011/09/os-seis-reinos-da-existencia.html">
6 dimensões</a> além daquela em que ele vive?</p>

<p>Senão poder criar Esferas como então poderei migrar para o Alto
já que dizem que o Absoluto somente existe em esferas
superiores?</p>

<p>Novamente me vejo no inferno metafórico a partir da praga
Antropomórfica.</p>

<p>Cai em um silêncio absoluto e um tempo quase eterno encobriu os
Céus com seus mantos.</p>

<p>Adormeci e foram-se quatrocentos e vinte vezes estações, cada
uma com seu Talento.&nbsp;</p>

<p>Quando acordei, em um estalo afirmei:</p>

<p>- Ubaldo, seja como <a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ulisses_(livro)">Ulisses</a>!</p>

<p>Explore o mundo que nunca ninguém tenha visto!</p>

<p>Vá além das&nbsp;<a
href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Colunas_de_H%C3%A9rcules">Colunas
de Hércules</a>!</p>

<p>&nbsp;</p>

<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ul7rN7NMC8Q">Afinal
você já está condenado à dualidade desde que nasceu</a>.</p>

<p>&nbsp;</p>
]]></description></item><item><title>Ajuda para Ubaldo</title><link>http://grupotreinar.com.br/blog/2013/2/8/ajuda-para-ubaldo.aspx</link><pubDate>Fri, 08 Feb 2013 19:32:17 GMT</pubDate><guid>http://grupotreinar.com.br/blog/2013/2/8/ajuda-para-ubaldo.aspx</guid><description><![CDATA[ 
<p>&nbsp;<img src="/media/344978/ubaldo.jpg" alt="Ubaldo"/></p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
<strong>&nbsp;</strong></p>

<p style="text-align: center;"><strong>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</strong></p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Preciso de sua ajuda para descobrir
onde foi parar a família do Ubaldo. Bem, talvez você não saiba, mas
reencontrei o Ubaldo faz pouco tempo, e ele perdeu completamente a
memória, digo, talvez completamente não, mas não sabe mais quase
nada de seu passado, inclusive nem lembra mais como se chama.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Disse para ele que se chamava
Ubaldo, mas ele não levou muito o sério minha afirmação, pois
pensou que somente o fiz para agradá-lo. Como se chamar alguém de
Ubaldo fosse um Presente.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Lembro-me ainda, quando estudávamos
na mesma escola, e chegávamos até a trocar conversas ditas fiadas,
sim porque o Ubaldo não era muito disso, já que ele se preparava
seriamente para ser o Administrador.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Não se podia saber muito sobre a
vida dele, pois disso pouco se falava, mas se sabia que era de uma
família de construtores que talvez viesse de Portugal ou de Espanha
ou até mesmo do Egito, não sei bem ao certo. Presumo que seja de
Espanha, mais precisamente da Galícia, pois sabiam como poucos
trabalhar com as pedras e com elas faziam os alicerces de suas
casas, dado que naquele lugar as pedras eram abundantes. Para eles,
alicerçar uma construção significava escolher as pedras certas,
polir suas arestas e ajustá-las de maneira firme que quando
colocadas juntas se tornavam tão coesas e solidas que pareciam já
estar lá por todo do tempo.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">As vezes, por força de nosso estudo
em conjunto, tínhamos que trocar algumas mensagens eletrônicas e o
Ubaldo, prezando os laços familiares, sempre começava seus textos
da mesma maneira:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">"Espero que você e sua família
estejam bem de saúde, graças a Deus. Eu e a minha família estamos
bem de saúde, graças a Deus."</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Quando lia isso, ficava a pensar se
ele imaginava que todos que não eram de sua família viviam doentes,
ou talvez do contrário, eles tinham vivido um longo período de
doença e agora estavam bem de saúde. Muito bom para a gente nunca
se esquecer que vivemos devido ao <em>Shekinah</em> eterno, graças
a Deus.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Um dia o Ubaldo me confessou que se
preparava para ser o melhor Administrador que a sua família de
construtores poderia ter, por isso estudava tudo que parecia pela
frente e tinha uma visão muito idealizada da Administração. Achava
que com ela tudo poderia fazer, pois este é o destino de todos que
idolatram ideologias.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Confesso que achei aquela visão tão
fora da realidade que secretamente passei a chamá-lo de Ubaldo
Utópico. Contudo, explorando um pouco mais a sua realidade,
indaguei sobre que tipo de construção eles eram especializados.
Ubaldo me disse que construíam Castelos, daí achei que a sua utopia
era plenamente justificável, pois quem constrói Castelos deve ter
uma clientela muito seleta e cheia de virtudes idealizadas e auto
pressupostas, para as quais dinheiro é imprescindível. Talvez o
dito Ubaldo Utópico não seja tão utópico assim, pode ser
perfeccionista, mas disso também não posso ter certeza, já que ele
não é engenheiro. Diga-se, uma exceção em sua família, pois
descobri não ter muitos engenheiros, mas os poucos que tem ocupam
cargos altos na empresa de construção, já que fazem parte do "core
business" e são como laje ou um andaime. Todavia também tem
advogados para tratarem dos Contratos e de muitos vendedores, pois
a concorrência é brava, e com essa crise.....temos que vender...o
que está cada vez mais difícil. O problema é que muitas vezes o
chefe dos vendedores pensa que é&nbsp; advogado &nbsp;e quando
pode, tentam interpretar a lei e os procedimentos internos ao seu
bel prazer, digo, a maneira que melhor lhes convém, ou convém aos
amigos mais próximos.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Quanto mais conversava com o
Ubaldo, naquela época, mais me questionava sobre ter tantos
procedimentos internos naquela empresa, dado que sendo ela familiar
deveria ter um <em>Ethos</em> bem desenvolvido e julguei que todo
mundo sabia como deveria agir em determinada situação, sem ter que
ficar recorrendo a consultas em procedimentos recomendados. Deduzi
que quando se trabalha com pedras brutas tem que ser assim e é
porque elas vêm de muitos lugares diferentes e também são todas
muito particulares, ou pelo menos se acham assim.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Com tudo isso, reencontrando agora
o Ubaldo depois de tanto tempo, vejo-o completamente mudado, que
nos deixa por saber agora como vives, com quem andas e o que faz.
Indaguei-o e ele me respondeu que vive de dar Presentes e como não
entendi direito a resposta, ele disse que é a maneira que encontrou
de ser feliz, já que dar Presentes quase sempre deixa mais feliz
comete este Ato. Explicou-me que somente se é feliz no tempo
presente, não no tempo que já passou o no tempo que talvez venha a
ser. Pois é, o Ubaldo ta diferente e parece que agora é realmente
utópico, não?</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Não sei por que ainda conserva
alguma coisa que carrega em uma pequena mochila. Perguntei e ele o
que levava e me respondeu afirmando que são pedras e ai lhe
disse:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;- Ainda não perdeu o habito
enraizado de construir a partir das pedras?</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Como resposta ele não foi claro,
retrucou que eram algumas pedras especiais, diferentes, por isso as
tinha acolhido em sua mochila, mas que logo mais falaria sobre
pedras. As quais servem para muitas coisas, desde construir muros
até pavimentar escadas.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Não pensei em perguntar outra coisa
sobre pedras, mas sim sobre que tipo de Presente dava às pessoas e
que recebia em troca.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo confessou que no tempo que
lia tudo pela frente acabou conhecendo algumas pessoas, as quais
lhe ensinaram um pouco sobre sentir, já que ele inicialmente
estudava muito sobre pensar e fazer. Disse que aprendeu a ler um
pouco "entre as linhas" e disse descobrir em alguns textos um
significado mais amplo do que inicialmente pareciam ser. Por
exemplo, aquela história sobre os três filhos de Noé - Can, Sem e
Jafé - disse ele que o significar pode ser muito mais amplo. Como
um representar o <em>Pensar</em>, outro o <em>Fazer</em> e outro o
<em>Sentir</em>. Logo, não adianta dizer que se é Administrador
quem não sabe que os três irmãos sempre andam juntos. Retruquei,
dizendo que para mim representavam as três grandes religiões ou
povos que receberam a Palavra - Os Semitas (Árabes e Judeus), os
Cananitas (Egípcios) e os Jafetitas (Hindus).</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo parou e pensou ao responder,
dizendo que pode ser também representarem as três raças
primordiais, do ponto de vista simbólico, que primeiro habitaram
este Planeta, mas que para ele o importante era refletir sobre isso
e principalmente conversarmos sobre isso. Para ele a Verdade estava
na descoberta e na troca de pensamentos, sentimentos e ações,
aplicando de maneira prática este saber simbólico. Fato é que mais
intrigado ainda fico e passo até desconfiar do Ubaldo. Será mesmo
que ele perdeu a memória ou será que converso com outro, o qual
pode mesmo não ser a mesma pessoa?</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Quis saber mais, já que nos passou
pela mente este não ser o Ubaldo que conheci, talvez seja outra
pessoa qualquer sem memória. Indaguei sobre o que levou a pesquisar
sobre o significado simbólico das coisas e daí navegar ao mito de
Noé e seus filhos.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo, que lia muito, falou de uma
constante preocupação em saber a Origem:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">- Assim fica mais fácil traçar o
caminho de volta, disse ele.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Afirmou que tudo leva de volta à
Origem, mas que cada caminho de retorno é muito particular, o que
não invalida a tese de procurar as origens. Pelo contrário.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Disse-me que cada caminho temos que
fazê-lo com as próprias mãos e construir o nosso retorno como se
faz uma ladeira, sendo que nesta ladeira é comum se perder a
memória de algumas coisas e recuperar a memória de outras. Em São
Paulo tem até a Ladeira da Memória, na qual muita gente sobe e
desce todo dia sem saber que a Vida é um trocar de memórias, a tal
ponto que muitos chegam a não lembrar quem realmente são, de onde
vem e para onde vão. Vão subindo a ladeira até certo ponto, para
descer e tornar subir novamente, por várias vidas. Não obstante
numa vida, quando acham que chegaram mais alto, logo já se
auto-intitulam Mestres, quando a altura nos mostra que enquanto
existir distância, mais tempo vai existir para se purificar como
aprendizes.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo comparou esta ladeira como
um caminho que foi escalado por Jacó. Ansioso, fui logo
falando:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">- Seria a famosa "Escada de
Jacó"?</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo ficou evidentemente
contrariado em seu olhar para mim. Acho que não gosta de ter sua
retórica interrompida. Compreendi, pois já sabia que a maioria dos
construtores são assim mesmo, retóricas longas, mas poucas
dialéticas e gramáticas cifradas. Talvez Can seja mais dialético,
por isso foi rejeitado por alguns grupos e acabou sumindo, ao passo
que Sem e Jafé sabiam lidar melhor com o desejado da gramática e da
retórica.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Ubaldo então me passou algo escrito
que talvez nos dê uma pista que ajude a ajudá-lo:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;"><em>"Jacob's Ladder"</em></p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro ser,</p>

<p style="text-align: justify;">Só Ser.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro ser Presente,</p>

<p style="text-align: justify;">Do que ser passado.</p>

<p style="text-align: justify;">Ignorado,</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro Ser.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Dizer que,</p>

<p style="text-align: justify;">Ao fim de mais um período</p>

<p style="text-align: justify;">Sempre é tempo de reflexão,</p>

<p style="text-align: justify;">Para com os que se vão.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Senão,</p>

<p style="text-align: justify;">Tempo de avaliação,</p>

<p style="text-align: justify;">Tempo de fim e recomeço.</p>

<p style="text-align: justify;">Tempo de Ação.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Mas para mim,</p>

<p style="text-align: justify;">Tenho que viver este Presente
contínuo.</p>

<p style="text-align: justify;">Começando e terminando tudo ao fim
de um só dia,&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Passarinhando e parodiando o Mário
Quintana:</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">- "Eles passarão, eu
passarinho".</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro Ser</p>

<p style="text-align: justify;">Essência sem contexto,</p>

<p style="text-align: justify;">Ao invés de ser</p>

<p style="text-align: justify;">Texto sem essência.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro ser <em>Mar
Oceano</em>*,</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro ser <em>Esta Metamorfose
Ambulante</em>**,</p>

<p style="text-align: justify;">Prefiro ser como alguns dizem que
talvez fôra Fernando Pessoa***</p>

<p style="text-align: justify;">Ao construir Castelos com as pedras
do caminho.....</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Caminho</p>

<p style="text-align: justify;">Que caminho</p>

<p style="text-align: justify;">Sózinho,</p>

<p style="text-align: justify;">Com o Mundo.</p>

<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>

<p>Referências:</p>

<p>&nbsp;</p>

<p>
*http://poetamarioquintana.blogspot.com.br/2009/01/mario-quintana-obsessao-do-mar-oceano.html</p>

<p>&nbsp;</p>

<p><span>**</span><a
href="http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48317/">http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48317/</a></p>

<p>&nbsp;</p>

<p><span>***</span><span><a
href="http://www.nowpublic.com/tag/Brazil">http://www.nowpublic.com/tag/Brazil</a></span></p>

<p><strong>&nbsp;</strong></p>

<p>*** <a
href="http://tangerinadoce.blogspot.com/2005/12/fernando-pessoa.html">
http://tangerinadoce.blogspot.com/2005/12/fernando-pessoa.html</a></p>

<p><span><br />
</span></p>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>
]]></description></item></channel></rss>
